Dra. Sandra Franco

Consultoria
Direito médico e saúde
Saiba Mais
Cursos Saiba Mais

Anvisa aprova venda de teste de HIV

*Diário da Manhã

Pessoas que eventualmente, não se sentem à vontade para ir a um centro de saúde ou laboratório para fazer, em um primeiro momento, o exame de detecção do vírus causador da Aids, poderão realizar o teste em casa, no horário e da forma de preferência. Isso porque Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na última sexta-feira (20), que empresas interessadas iniciem processo de venda, em farmácia, do teste de análise da presença do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). O método consiste em um autoexame feito por meio da saliva, retirada da gengiva e da mucosa da bochecha.

A técnica é semelhante a um teste rápido de gravidez e funciona como uma forma de triagem, que depois necessita de confirmação, alerta a presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO), Ernestina Rocha. Ela ainda reconhece a tecnologia como avanço na área da saúde, porém alerta que ele não invalida o teste oferecido na rede pública, com presença de um profissional e estrutura laboratorial. De acordo com a profissional essa necessidade ocorre já que há tanto a possibilidade do autoexame ser falso negativo, quanto falso positivo.

Sinal Vermelho

Para a realização do autoexame, é essencial ficar 30 minutos sem comer, beber, fumar e escovar os dentes, além de ter que retirar a maquiagem. O fluido a ser analisado deve ser extraído da gengiva e do começo da mucosa da bochecha com o auxílio de uma haste coletora. Depois de 30 minutos, se uma linha vermelha aparecer, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas vermelhas, é sinal de que há anticorpos HIV naquela amostra, sendo assim, o resultado é positivo. Vale ressaltar que ter o vírus HIV não é o mesmo que ter Aids.

No Brasil, de acordo com estimativas divulgadas em março passado pelo Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, há 734 mil pessoas com o vírus, das quais 589 mil foram diagnosticadas e 404 mil já estão em tratamento.

Regras

Contudo, a aprovação da Anvisa traz ressalvas relevantes na comercialização do teste. A bula dos produtos vendidos em farmácias deverá ser detalhada para que não ocorram dúvidas no momento do uso. Também deve conter orientação para que o usuário procure o serviço de saúde, em caso positivo para o vírus. Informações sobre os riscos de falha no resultado devem ser estampadas nas embalagens, trazer ainda o telefone do Disque Saúde (serviço do Ministério da Saúde) e de uma central telefônica. Esta última tem de ser mantida em funcionamento pela empresa de modo ininterrupto com intuito de oferecer orientações ao consumidor, eventualmente.

Outra medida é que os rótulos contenham orientações de que o resultado pode ser alterado devido a fatores da janela imunológica, que consiste num intervalo de tempo entre a infecção pelo HIV e a produção de anticorpos no sangue.

Teste realizado em casa: uma linha vermelha é negativo para o HIV, já duas linhas significa positivo para o vírus que pode provocar a Aids

Duas faces do mal

Ator admitiu em programa de TV ser portador do vírus HIV

Recentemente o ator norte-americano Charlie Sheen, 50 anos, declarou publicamente ser HIV positivo, o que não significa que tenha Aids. O anuncio foi feito durante entrevista ao programa Today, da emissora NBC. O indivíduo portador do vírus não necessariamente vai desenvolver a doença.

O paciente soropositivo quando tratado consegue ter uma vida normal sem manifestar a Aids, que é uma infecção que atinge o sistema de defesa do corpo. Atualmente, é possível que mulheres soropositivas planejem uma gravidez com segurança. Na ocasião, seguindo tratamento adequado os riscos de transmissão da doença de uma mãe para o bebê é de 3%.

Com ausência de tratamento, quanto mais o HIV avança no organismo, mais o sistema imunológico fica comprometido e se torna cada vez mais difícil para o corpo se defender de infecções. A partir daí um simples resfriado pode ser mortal. O Ministério da Saúde esclarece que esse processo entre a infecção e o surgimento da Aids é silencioso e pode demorar de seis meses até 10 anos para que os primeiros sinais surjam.

Dessa forma, o indivíduo infectado, sem ter conhecimento da presença do HIV, contamina outras pessoas. Por isso, é importante descobrir precocemente a presença do vírus. Assim, sempre que passar por situações de risco, a pessoa deve fazer os testes de verificação da doença. Além disso, manter relação sexual com uso de preservativo ainda é a melhor forma de evitar as DST’s.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *